Peritagem remota em multirriscos: danos por água, vidros e furto.
Multirriscos à distância: porque faz sentido.
Uma grande parte dos sinistros multirriscos é pequena e frequente: uma rotura na canalização, uma infiltração depois de chover, um vidro partido, uma porta forçada. São processos em que a deslocação do perito pesa muito face ao valor do sinistro, e em que o segurado quer uma resposta rápida para começar a reparar.
Na vídeo-peritagem da casa, o segurado percorre as divisões com o telemóvel e o perito conduz a recolha em direto: pede para aproximar, para mostrar o teto, o rodapé ou a fechadura, e esclarece as dúvidas no momento. Quando os danos são visíveis, a avaliação fica feita sem deslocação.
Há também os picos. Depois de um temporal, as participações de danos por água e de vidros chegam todas na mesma semana, e a capacidade de deslocação não chega para todos os processos. A vídeo-peritagem permite tratar primeiro, à distância, os casos simples, e reservar as visitas para os sinistros que as exigem. O mesmo vale para o comércio e os pequenos escritórios cobertos por apólices multirriscos: uma montra partida ou uma infiltração num armazém documentam-se da mesma forma.
Danos por água: a origem e a extensão.
Na peritagem de danos por água, o perito quer perceber duas coisas: de onde veio a água e até onde chegou. Peça ao segurado que mostre:
- a origem provável: a canalização, o esquentador, o telhado, uma janela ou a fração do vizinho;
- cada mancha num plano geral e depois de perto, com uma referência de tamanho;
- tetos, paredes, rodapés, pavimentos e o interior dos móveis afetados;
- os bens danificados e, se existir, a fatura da reparação da fuga.
O Teleperitagens inclui um modelo de partida para danos por água em habitação, com a morada do imóvel, a origem do dano (rotura na canalização, infiltração pelo telhado, entupimento, origem vizinha ou outra), as áreas afetadas e a gravidade estimada.
Vidros e furto: o que a câmara mostra.
Nos vidros, a videochamada costuma bastar: o vidro partido no seu conjunto, o pormenor da fratura, a etiqueta ou a gravação do fabricante quando existe, e o caixilho, para se perceber se também foi afetado.
No furto, a vídeo-peritagem serve sobretudo para documentar os sinais de entrada (a porta, a janela ou a fechadura forçadas) e o estado das divisões. A lista dos bens furtados, as faturas e a participação às autoridades continuam a ser essenciais, e o perito pode decidir que é preciso ir ao local.
O Teleperitagens não traz modelos de partida para vidros nem para furto, mas cada empresa de peritagem pode criar os seus próprios tipos de peritagem, com os campos de que precisa.
Quando é preciso ir ao local.
- humidade dentro de paredes ou pavimentos, que só se avalia com instrumentos de medição;
- danos estruturais, ou dúvidas sobre a segurança do imóvel;
- furtos de valor elevado, ou incoerências entre a participação e o que se vê;
- sinistros que afetam várias frações, em que é preciso ver mais do que uma habitação;
- um segurado que não consegue mostrar os danos com segurança, por exemplo num telhado.
Passo a passo, no Teleperitagens.
- Criar a sessão a partir do tipo de peritagem adequado e agendar a hora com o segurado.
- Enviar o convite. O segurado recebe uma ligação por SMS ou email, válida durante 72 horas, e abre a sessão no navegador do telemóvel, sem instalar nenhuma aplicação.
- Preparar a casa. Peça-lhe que acenda as luzes, abra as persianas e tenha à mão a apólice e as faturas.
- Conduzir a sessão. Depois de o segurado aceitar o consentimento, o perito percorre as divisões com ele, desenha anotações sobre a imagem e captura fotografias; o segurado também pode tirar fotografias e gravar vídeos curtos.
- Emitir o relatório em PDF, com as fotografias, as anotações e a conversa, na identidade gráfica da empresa de peritagem.
Filme os danos, não a casa inteira: evite rostos, documentos e divisões que não interessam ao processo. Para o método completo, leia o guia Teleperitagem: o que é, como funciona e quando usar.
Perguntas frequentes.
É possível fazer uma peritagem multirriscos por videochamada?
Sim, quando os danos são visíveis e o segurado os consegue mostrar com o telemóvel, como em muitos danos por água, vidros partidos e sinais de entrada num furto. O perito decide se a sessão basta ou se tem de ir ao local.
Numa peritagem de danos por água, o que deve o segurado mostrar?
A origem provável da água, cada mancha num plano geral e de perto, os tetos, paredes e pavimentos afetados, os bens danificados e, se existir, a fatura da reparação da fuga.
A vídeo-peritagem serve para um furto em casa?
Serve para documentar os sinais de entrada e o estado das divisões. A lista dos bens, as faturas e a participação às autoridades continuam a ser necessárias, e em furtos de valor elevado a visita ao local é muitas vezes indispensável.
Quando é que a peritagem multirriscos tem de ser presencial?
Quando há humidade oculta que exige instrumentos de medição, danos estruturais, furtos de valor elevado, incoerências na participação, várias frações afetadas ou quando o segurado não consegue mostrar os danos em segurança.