Peritagem remota para frotas e rent-a-car.
Sinistros de frota: volume e tempo.
Na gestão de sinistros de frota, o problema raramente é um sinistro isolado. É o volume: dezenas de viaturas, condutores espalhados pelo país, várias partes no mesmo processo (o gestor de frota, a locadora, a seguradora, a empresa de peritagem e a oficina) e uma viatura que, enquanto espera pela peritagem, não está a trabalhar.
A peritagem remota responde a uma parte deste problema. Em vez de esperar que o perito se desloque, o condutor mostra os danos por videochamada, com o perito a conduzir a recolha em direto. Nos danos ligeiros, a avaliação pode ficar feita no próprio dia e a reparação pode ser encaminhada mais cedo.
Quando a peritagem remota resulta.
- danos ligeiros a moderados em carroçaria, para-choques, espelhos, faróis e vidros;
- viaturas paradas longe da base do perito, ou em várias cidades ao mesmo tempo;
- confirmação dos danos declarados antes de autorizar a reparação;
- danos detetados na devolução de uma viatura de aluguer, quando é preciso documentar o estado da viatura de forma rigorosa;
- picos de participações, em que a capacidade de deslocação não chega para todos os processos.
Quando a viatura tem de ser vista.
A videochamada não substitui a peritagem presencial em todos os casos. Convém que a política da frota e da seguradora definam quando se passa ao local:
- danos mecânicos, na estrutura ou na geometria, que exigem elevador, desmontagem ou medições;
- airbags acionados, suspeita de perda total ou viaturas que não circulam;
- danos ocultos por trás de painéis ou para-choques;
- incoerências entre a participação, a declaração amigável e as imagens, ou suspeita de fraude;
- condições que não permitem filmar em segurança, como uma viatura na berma de uma via com trânsito.
Quem decide é o perito. Uma sessão remota que conclui que é preciso ir ao local também é útil: fica registado o que se viu e porque se optou pela deslocação.
Que prova recolher.
Numa frota, a prova vale mais quando é sempre recolhida da mesma forma. Uma lista de partida para a peritagem de viaturas de frota:
- a matrícula e, quando possível, o número de chassis (VIN) visível no para-brisas;
- o painel de instrumentos com os quilómetros e eventuais avisos acesos;
- uma vista geral da viatura a partir dos quatro cantos, antes dos pormenores;
- cada dano de perto e de mais longe, para se perceber a localização e a extensão;
- pneus, jantes e vidros, que muitas vezes ficam esquecidos;
- a declaração amigável, se existir, e os documentos que a seguradora pedir;
- nos sinistros rent-a-car, o registo de estado feito na entrega da viatura, para comparar com o estado na devolução.
Passo a passo, no Teleperitagens.
- Criar a sessão. A empresa de peritagem cria a sessão a partir de um tipo de peritagem, como o modelo de sinistro automóvel, que já inclui a apólice, o número do sinistro, a matrícula, a marca e o modelo, o local e a descrição da ocorrência.
- Agendar e convidar. O condutor recebe uma ligação por SMS ou email, válida durante 72 horas, e pode receber lembretes antes da hora marcada. Não instala nenhuma aplicação nem cria conta.
- Preparar o condutor. Peça-lhe que esteja junto da viatura, com luz suficiente, num sítio seguro e com a matrícula visível.
- Conduzir a sessão. O condutor aceita o consentimento e a videochamada começa. O perito pede os ângulos da lista acima, desenha anotações sobre a imagem, usa o chat para números e captura fotografias a partir do vídeo; o condutor também pode tirar fotografias e gravar vídeos curtos.
- Fechar o processo. O perito preenche os campos e emite o relatório em PDF, com as fotografias, as anotações e a conversa, na identidade gráfica da empresa de peritagem.
O mesmo registo para todas as viaturas.
Para quem trata muitos sinistros do mesmo cliente de frota, a uniformidade poupa tempo a todas as partes. No Teleperitagens, cada empresa de peritagem pode criar os seus próprios tipos de peritagem e campos, por exemplo um tipo para um cliente de rent-a-car, com os campos que esse cliente pede. Um campo pode ser obrigatório para criar a sessão ou para fechar o processo, e as notas internas podem ficar fora do relatório.
Assim, o gestor de frota recebe sempre o mesmo formato de relatório, com a mesma informação, seja qual for o perito ou a cidade. Para perceber o método em geral, leia o guia Teleperitagem: o que é, como funciona e quando usar.
Perguntas frequentes.
O condutor da viatura precisa de instalar alguma aplicação?
Não. No Teleperitagens, o condutor recebe uma ligação por SMS ou email e abre a sessão no navegador do telemóvel, sem criar conta. A ligação é válida durante 72 horas.
Quando é que a peritagem de uma viatura de frota tem de ser presencial?
Quando há danos mecânicos, estruturais ou ocultos, airbags acionados, suspeita de perda total ou de fraude, ou quando não é possível filmar a viatura em segurança. A decisão cabe ao perito.
A peritagem remota serve para danos detetados na devolução de uma viatura de aluguer?
Pode servir, quando os danos são visíveis e é preciso documentá-los com rigor. A boa prática é comparar as imagens com o registo de estado feito na entrega da viatura.
É possível adaptar os campos do processo a um cliente de frota?
Sim. No Teleperitagens, cada empresa de peritagem cria os seus tipos de peritagem e campos, define quais são obrigatórios para criar a sessão ou fechar o processo e quais ficam fora do relatório.